quinta-feira, 5 de abril de 2012
CHAMPIONS LIGUE - BARCELONA 3 X 1 MILAN – OUTRA DIMENSÃO
Não foi a melhor partida do Barcelona, já assisti partidas melhores desta equipe pela TV, mas mesmo não fazendo um grande jogo, teve total controle das ações, criando claríssimas oportunidades de aumentar o placar, não só não o fazendo em virtude da grande qualidade técnica do goleiro do time de Milão.
No primeiro jogo, o Milan por sua tradição mostrou-se um grande adversário, mas por outro lado, não podemos esquecer o que fizeram no gramado do Estádio de San Siro, que soltava placas de gramas, desequilibrando os jogadores, dificultando o equilíbrio, domínio e toque de bola, numa flagrante atitude anti-desportiva, uma vez que sabemos do respeito e preocupação que os europeus tem com o “tapete verde”, diferente de terras tupiniquins, prejudicando assim a equipe com maior qualidade técnica no caso o Barcelona, e o empate de 0 X 0 foi comemorado, como uma vitória tamanho o respeito por seu adversário.
O BALÉ EM CAMP NOU
No jogo de volta, no grande palco, Estádio Camp Nou, preparado para receber os grandes artistas do futebol mundial, o Milan foi um mero e bom coadjuvante apenas.
A movimentação consciente dos jogadores do Barcelona é impressionante. Quando saem para marcação sob pressão ou mesmo quando saem para ataque, não o fazem de forma desordenada.
Como se estivessem dançando um balé flamenco, os atletas da Catalunha movimentaram-se em total sintonia, com a leveza de um bailarino, para logo em seguida, com sagacidade de um grande felino cercando sua presa, seus jogadores fustigaram e instigaram o adversário a recuar e defender-se, ou mesmo a atacá-los, induzindo-os irem à direção que mais lhes apraz, para darem o golpe fatal, que subjugara seu oponente.
MUITA CONCENTRAÇÃO E POUCA VAIDADE
A concentração que os jogadores do Barcelona conseguem manter, quando de posse da bola, sem deixar que a vaidade seja mais forte que seus princípios, dispensam toques supérfluos, que possam humilhar seu adversário, evitam toques que visam apenas a demonstrar sua maior capacidade técnica (arrogância), fazem o que fazem apenas pelo jogo, é a forma que descobriram de ir minando as forças do adversário, tanto as físicas como as psicológicas.
São atletas despidos de qualquer vaidade individual, sabem das qualidades que possuem e principalmente tem consciência que somente ajudando a equipe alcançar seus objetivos coletivos, que estarão mais próximos de alcançar seus objetivos individuais.
A MIDIA QUE NUNCA ERRA
Enquanto isso na mídia televisiva, nossos comentaristas, buscam no árbitro, que em milésimos de segundo tem de decidir uma infração, erros, que eles mesmos, com toda tecnologia a seu dispor, não conseguem de imediato opinar, sem antes ver e rever o lance várias vezes. Mas tais cobranças desumanas contra o árbitro têm apenas o intuito de diminuir os feitos deste Barcelona encantador, que numa época de exposição maciça de mídia, expondo sua forma de jogar para o mundo todo, não tem neutralizado por seus adversários, sua essência de jogo. Assim, nossos comentaristas esportivos, com aquela pontinha de inveja e soberba, quando o assunto é futebol, através de palavras, tentam parar o que as táticas mirabolantes não param. O que todos entendidos do nosso esporte bretão, não entendem é que se marca o corpo (matéria), não a inteligência (espírito) e esta equipe da Catalunha vêm de outra dimensão.
Uma feliz páscoa a todos.
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